terça-feira, 13 de julho de 2010

Meu Próprio Musical




Um dia alguém disse para a turma de teatro do Valores que quem anda na rua ouvindo MP3 perde sua manhã e não vê o mundo acontecer. Na mesma hora discordei mortalmente dessa professora, pois sempre que vou da minha casa para o Valores ouvindo musica o meu caminho se transforma em um musical.

Ando no compasso, com outra expressão; as arvores balançam no ritmo, as formigas param de caminhar para dançar, os carros no engarrafamento se transformam em um cenário onde eu provavelmente estaria dançando sobre eles em minha imaginação. Não importa a musica, a vida é um vídeo clipe.

Quando não pude ouvir musica no meu caminho, voltei para o mundo real e esse mundo, além de não ser mais impressionante, sinceramente, não me estressa nem me faz raiva, por isso não me interessa. No mundo real a natureza não existe, pois até as arvores e animais parecem ser escravos do asfalto, do cimento e do sol quase assassino que se reflete sobre a rua e os carros.

Continuarei ouvindo meu POP todos os dias, porque é ele que me tira deste mundo real onde nem as pessoas existem mais. Continuarei sendo um Miguilim¹ sem óculos, em seu mundo feliz, até quando meus tímpanos desistirem de me fazer feliz.

1 - Mais informações sobre Miguilim em: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/manuelzao-e-miguilim.jhtm



Caboclo d'agua (Opara)






O Caboclo d'Água é um ser mítico, defensor do Rio São Francisco, que assombra os pescadores e navegantes, chegando mesmo a virar e afundar embarcações. Para esconjurá-lo, os marujos do São Francisco fazem esculpir, à proa de seus barcos, figuras assustadoras chamadas carrancas. Outros lançam fumo nas águas para acalmá-lo. Também são cravadas facasno fundo de canoas, por haver a crença de que o aço afugenta manifestações de seres sobrenaturais.

Os nativos o descrevem como sendo um ser troncudo e musculoso, de pele cor de bronze e um unico, grande olho na testa. Apesar de seu tipo físico, o Caboclo d'Água consegue se locomover rapidamente. Apesar de poder viver fora da água, o Caboclo d'Água nunca se afasta das margens do rio São Francisco.

Quando não gosta de um pescador, ele afugenta os peixes para longe da rede, mas, se o pescador lhe faz um agrado, ele o ajuda para que a pesca seja farta. Há relatos de que ele também pode aparecer sob a forma de outros animais. Um pescador conta ter visto um animal morto boiando no rio; ao se aproximar com a canoa, notou que se tratava de um cavalo, mas, ao tentar se aproximar, para ver a marca e comunicar o fato ao dono, o animal rapidamente afundou. Em seguida, o barco começou a se mexer. Ao virar-se para o lado, notou o Caboclo d'Água agarrado à beirada, tentando virar o barco. Então o pescador, lembrando-se de que trazia fumo em sua sacola, atirou-o às águas, e o Caboclo d'Água saiu dando cambalhotas, mergulhando rio-abaixo.


Fonte: Wikipédia